CURADORIA
A criação do Museu Afro Brasil é o resultado de um trabalho
de mais de duas décadas de pesquisas, publicações e exposições
realizadas por Emanoel Araujo, baiano de Santo Amaro da Purificação,
artista plástico, curador e diretor de museus. Dedicando-se a preservar,
dar a conhecer ao público e fazer respeitar a herança cultural
e artística do negro no Brasil, realizou uma série de eventos,
iniciados em 1988 com a publicação de uma obra de referência,
A Mão Afro-Brasileira.
No exterior, duas grandes mostras sobre o tema foram realizadas na Alemanha,
A casa do baiano e Arte e religiosidade no Brasil – heranças africanas,
depois reeditadas em São Paulo. No Brasil, entre outras, exposições
como N´ganguela/ Angola, Friendenreich, África-Brasil-África,
Os Herdeiros da Noite – fragmentos do imaginário negro, Pierre
Verger-
90 anos, Negras memórias, memórias de negros, organizadas na Pinacoteca
do Estado e apresentadas em Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros
estados, constituíram eventos memoráveis. Todo este trabalho culminou
enfim com uma mega exposição, Negro de Corpo e Alma, na Mostra
do Redescobrimento da Fundação Bienal em 2000. Parte desta mostra
integrou a exposição Brazil body and soul, realizada no Museu Guggenheim
de Nova Iorque em 2001. O curador atuou ainda como consultor para o projeto de
implantação de um Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira na
Bahia, entre várias outras ações. Hoje Emanoel Araujo é curador-chefe
do Museu Afro Brasil.

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